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Programa de Pós-Graduação em Educação - ProPEd

Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

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PERFORMATIVIDADE, DIFERENÇA E DESIGUALDADE

NA EDUCAÇÃO ESCOLAR DO JOVEM ADOLESCENTE

 

 

Neste projeto, propomos problematizar as articulações hegemônicas que se realizam em torno dos sentidos atribuídos à diferença e à desigualdade nas identificações dos jovens adolescentes nos processos da sua escolarização. Para tanto, priorizamos as articulações que se inscrevem nos documentos curriculares oficiais, nas interações registradas em redes sociais telemáticas e em outras organizações que se especializam na discussão das questões do currículo escolar, assim como em entrevistas a serem realizadas com atores sociais envolvidos nessas discussões, no âmbito da política curricular da rede pública municipal de ensino do Rio de Janeiro. Considerando-se que a efetiva universalização do acesso ao ensino fundamental no país ainda tem como obstáculo índices de evasão que se agudizam nas suas séries finais, entende-se que os estudos sobre o estudante jovem adolescente podem se beneficiar da perspectiva discursiva, na medida em que tal abordagem oportuniza a problematização dos próprios termos e identificações com que se costuma pensar esse aluno, complexificando a discussão das questões em foco e, desse modo, buscando responder à própria complexidade que caracteriza tais questões. Prossegue-se, desse modo, com o aprofundamento da temática e da abordagem priorizadas nos estudos anteriormente desenvolvidos pela coordenação da pesquisa: Entre a bola e o mp3: diferença adolescente, dialogia e regulação do coletivo escolar (2004-2008; tese de doutoramento) e A diferença cultural no contexto da prática: traduções possíveis da Multieducação (2009-2011; ProPEd-UERJ). Propõe-se, neste projeto, como referencial teórico básico, o diálogo com proposições do pós-estruturalismo, mas também com autores das perspectivas críticas: interessam-nos a teoria do ciclo contínuo das políticas, desenvolvida por Stephen Ball e colaboradores; a teoria do discurso, proposta pelos cientistas políticos Chantal Mouffe e Ernesto Laclau; a perspectiva da desconstrução, segundo o filósofo Jacques Derrida; os estudos sobre juventude desenvolvidos por Helena Abramo, Maria Virgínia Freitas, Marília Sposito e Paulo Carrano; e a interlocução com David Howarth, nas questões de ordem metodológica da operacionalização da teoria do discurso nas análises projetadas. Pretende-se, com o estudo, contribuir para a problematização da educação escolar do jovem adolescente, assim como avançar nas discussões para a recontextualização da teoria do discurso na abordagem de questões do campo do currículo, além de dar início a um estudo de teor desconstrucionista acerca do binarismo que opõe e de diversos modos hierarquiza o jovem adolescente e o adulto. Destaca-se ainda o propósito de constituir espaço de formação para a pesquisa acadêmica de estudantes de graduação e de pós-graduação.